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AEJ



"A aerobiose realizada em jejum tem como objetivo potencializar a oxidação da gordura corporal devido à baixa oferta de glicogênio disponível após um período de 6 a 8 horas em jejum. 

Para que a oxidação ocorra com eficiência ainda é importante que seja feita em intensidade moderada (60 a 75% da frequência cardíaca máxima, caminhada moderada) por 45 a 50 minutos, sem exceder esse tempo e intensidade. Uma atividade mais intensa requer utilização da glicose e forçará o organismo a liberar glucagon e cortisol, hormônio que fará quebra da proteína para formação de glicose, ou seja, não é interessante, pois acentua oxidação das proteínas! 
Com objetivo de evitar ainda mais quebra de proteínas e ainda a desidratação é imprescindível o consumo de 500 ml de água antes da atividade física.

Com o passar do tempo da atividade é possível observar aumento significativo da quantidade de ácidos graxos circulantes, o que pode demonstrar maior utilização da gordura como substrato nesse momento (metabolismo oxidativo). Além disso, a contribuição dos aminoácidos como fonte energética fica em torno de 5 a 15% assim como no estado alimentado, ou seja não há aumento de catabolismo muscular. Daí vem uma das justificativas para a prática do aeróbio em jejum.

É importante manter dieta controlada, pois uma ingestão exagerada de carboidratos no dia anterior pode aumentar as reservas de glicogênio muscular evitando a lipólise (quebra de gordura), pois o corpo humano, alimentado e com altas reservas de glicogênio, não tende a priorizar a gordura como fonte de energia no início da execução de uma atividade aeróbia. Nesse caso o substrato a ser utilizado pelo organismo é o glicogênio (forma de glicose estocada em fígado e músculos), com pequena participação dos aminoácidos provenientes da quebra do tecido muscular (5 a 15%). Somente após vinte a vinte e cinco minutos de atividade que o organismo começa a quebrar os triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos com eficiência para utilização como fonte de energia!

Além disso, após a atividade física, deve-se esperar um tempo até a realização da primeira refeição, pois o corpo encontra-se num estado de consumo elevado de oxigênio (EPOC) e por isso com gasto energético mais elevado.
Os carboidratos e lipídeos são os substratos utilizados pelo organismo para fornecer energia, seja no repouso ou durante a prática de alguma atividade física. Os fatores que determinam qual será prioritariamente utilizado são a intensidade, tempo de duração da atividade física, dieta, resposta hormonal, estado nutricional e treinamento.
O pesquisador Torbjorn Akerfeldt defende a teoria de que quando a atividade aeróbia é praticada após jejum de pelo menos 6 horas o corpo pode degradar até três vezes mais gordura do que alimentado. Ele explica que devido à falta de glicogênio o corpo passa a solicitar a gordura como substrato energético principal para a realização da atividade física. E ainda mais interessante: a perda proteica foi reduzida ao invés de aumentar durante a aerobiose em jejum. Com objetivo de atenuar a proteólise é interessante acrescentar suplementos de BCAA ou aminoácidos trinta a quarenta minutos antes do início da atividade, para direcionar o uso da gordura corporal como fonte de energia durante o treino, assim como a fazer ingestão de ao menos quinhentos ml de água, evitando a desidratação e quebra das proteínas contráteis, preservando a massa muscular.

A realização da aerobiose em jejum, assim como de qualquer outra atividade física deve ser prescrita de forma individualizada, para pessoas saudáveis e treinadas. Lembrem-se não é receita de bolo, cada caso deve ser estudado com cautela e os exercícios prescritos por profissionais!"
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IG Índice Glicêmico

TABELA DE ÍNDICE GLICÊMICO
   O índice glicêmico é um indicador baseado na habilidade da ingestão do carboidrato (50g) de um dado alimento elevar os níveis de glicose sanguínea pós-prandial, comparado com um alimento referência, a glicose ou o pão branco.
- O corpo não absorve e digere todos os carboidratos na mesma velocidade;
- O índice glicêmico não depende se o carboidrato é simples ou complexo. Ex: o amido do arroz e da batata tem alto índice glicêmico quando comparado c/ o açúcar simples (frutose) na maçã e pêssego, os quais apresentam um baixo índice glicêmico.
- Fatores como a presença de fibra solúveis, o nível do processamento do alimento, a interação amido-proteína e amido-gordura, podem influenciar nos valores do índice glicêmico.
Alimentos de alto índice glicêmico (> 85)
Alimentos de moderado índice glicêmico (60-85)
Alimentos de baixo índice glicêmico (< 60)
ALIMENTO
IG
ALIMENTO
IG
Bolos87Cuscus93
Biscoitos90Milho98
Crackers99Arroz branco81
Pão branco101Arroz integral79
Sorvete84Arroz parboilizado68
Leite integral39Tapioca115
Leite desnatado46Feijão cozido69
Iogurte com sacarose48Feijão manteiga44
Iogurte sem sacarose27Lentilhas38
All Bran60Ervilhas68
Corn Flakes119Feijão de soja23
Musli80Spaguete59
Aveia78Batata cozida121
Mingau de aveia87Batata frita107
Trigo cozido105Batata doce77
Farinha de trigo99Inhame73
Maçã52Chocolate84
Suco de maçã58Pipoca79
Damasco seco44Amendoim21
Banana83Sopa de feijão84
Kiwi75Sopa de tomate54
Manga80Mel104
Laranja62Frutose32
Suco de laranja74Glicose138
Pêssego enlatado67Sacarose87
Pêra54Lactose65
RECOMENDAÇÕES GERAIS DE CARBOIDRATO PARA PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA:
· Atletas que treinam intensamente diariamente devem ingerir de 7-10g de carboidratos/kg de peso/dia ou 60% do VCT (Burke & Deakin, 1994);
· Pessoas que se exercitam regularmente deveriam consumir de 55 a 60% do total de calorias diárias sob a forma de carboidratos e indivíduos que treinam intensamente em dias sucessivos, requerem de 60 a 75% (ADA, 2000);
· 6-10g de carboidrato/kg/dia (ADA, 2000).
RECOMENDAÇÕES DE CARBOIDRATO PARA ATIVIDADES DE FORÇA:
· 55 a 65% (ADA, 2000)
· Kleiner (2002): 8,0-9,0g/kg de peso/dia (manutenção), 8,0-9,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular) e 5,0-6,0g/kg de peso/dia (hipertrofia muscular e redução do percentual de gordura ao mesmo tempo)
RECOMENDAÇÕES PRÉ-EXERCÍCIO
- nas 3-4 horas que antecedem:
· 4-5g de carboidrato/kg de peso
· 200-300g de carboidrato (ADA, 2000)
Objetivo 1: permitir tempo suficiente para digestão e absorção dos alimentos (esvaziamento quase completo do estômago)
Objetivo 2: prover quantidade adicional de glicogênio e glicose sanguínea
Objetivo 3: evitar a sensação de fome
OBS: geralmente consiste em uma refeição sólida
Diferente dos efeitos contraditórios da ingestão de carboidratos 30 a 60 minutos antes do exercício, a eficiência desse consumo 3 a 6 horas antes do exercício no rendimento físico é observada, em função de haver tempo suficiente para síntese de glicogênio muscular e hepático e a disponibilidade de glicose durante a realização do exercício. Preservar este período de tempo também favorece o retorno dos hormônios, especialmente insulina, as concentrações fisiológicas basais (El Sayed et al., 1997).
- 1 hora antes: 1-2g de carboidrato/kg de peso
OBS: dar preferência aos repositores energéticos líquidos
Objetivo: são de mais fácil digestão
Após uma refeição contendo carboidratos, as concentrações plasmáticas de glicose e insulina atingem seu pico máximo, tipicamente entre 30 - 60 minutos. Caso o exercício seja iniciado neste período, a concentração plasmática de glicose provavelmente estará abaixo dos níveis normais. Isto acontece possivelmente devido a um efeito sinergético da insulina e da contração muscular na captação da glicose sangüínea (Jeukendrup et al ,1999).
Durante o exercício a disponibilidade da insulina para a captação de glicose é muito pequena. Estudos indicam que o aumento da velocidade de transporte com o aumento da atividade contrátil relaciona-se com a maior ativação de transportadores de glicose que, no caso do músculo esquelético, é o GLUT4 (Júnior, 2002).
A magnitude da captação de glicose pelo músculo esquelético está relacionada com a intensidade e a duração do exercício, aumentando proporcionalmente com a intensidade.
É válido consumir carboidrato 1 hora antes do exercício?
Dentre os estudos que analisam os efeitos do consumo dos carboidratos glicose, frutose e polímeros de glicose, 1 hora antes de exercícios, realizados a uma intensidade de 70% a 80% do VO2 max., encontraram efeitos negativos: Foster et al. (1979); nenhum efeito: Mc Murray et al. (1983), Keller & Schgwarzopf (1984), Devlin et al. (1986) e Hargreaves et al. (1987); e, finalmente, efeitos positivos foram relatados por Gleeson et al. (1986); Okano et al. (1988) e Peden et al. (1989).
Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada 1 hora antes do exercício?
Thomas et al. (1991), compararam as respostas bioquímicas e fisiológicas de ciclistas treinados que ingeriram a mesma porção de alimentos de alto índice glicêmico (glicose e batata) e de baixo índice glicêmico (lentilhas), 1 hora antes do exercício. A alimentação com baixo índice glicêmico produziu os seguintes efeitos: 1) nível menor de glicose e insulina 30 a 60 minutos após a ingestão, 2) maior nível de ácidos graxos livres, 3) menor oxidação de carboidratos durante o exercício e 4) período de realização do exercício 9 a 20 minutos maior que o tempo correspondente aos dos indivíduos que ingeriram a refeição de alto índice glicêmico.
Conclusão, devemos priorizar carboidratos de baixo índice glicêmico
Objetivo1: indivíduos suscetíveis a queda da glicemia não devem ingerir carboidratos de alto índice glicêmico para evitar a Hipoglicemia Reativa
Objetivo 2: níveis elevados de insulina inibem a Lipólise, o que reduz a mobilização de ácidos graxos livres do Tecido Adiposo, e, ao mesmo tempo, promovem aumento do catabolismo dos carboidratos. Isto contribui para a depleção prematura do glicogênio e fadiga precoce
OBS: o consumo de alimentos muito doces também podem provocar, enjôos e diarréia
- imediatamente antes (15 min antes): 50-60g de polímeros de glicose (ex. maltodextrina - carboidrato proveniente da hidrólise parcial do amido).
Segundo Coogan (1992) esta ingestão é similar à ingestão durante a atividade física e pode melhorar o desempenho.
RECOMENDAÇÕES DURANTE O EXERCÍCIO
- Quantidade:
· 30-60g de carboidrato/hora (ADA, 2000; Driskell, 2000);
· 0,7g de carboidrato/kg/hora (ADA, 2000)
· 40-75g de carboidrato/hora (El-Sayed et al., 1995)
Objetivo 1: manter o suprimento de 1g de carboidrato/minuto, retardando a fadiga em, aproximadamente, 15-30 min, por poupar os estoque de glicogênio
Objetivo 2: manter a glicemia, prevenindo dores de cabeça, náuseas, etc.
"A Gliconeogênese pode suprir glicose numa taxa de apenas 0,2-0,4g/min, quando os músculos podem estar consumindo glicose a uma taxa de 1-2g/min" (Powers & Howley, 200).
"A suplementação de carboidratos durante o exercício é muito eficiente na prevenção da fadiga, porém deve ser ingerida durante todo o tempo em que a atividade está sendo realizada ou, pelo menos, 35 minutos antes da fadiga devido à velocidade do esvaziamento gástrico" (El-Sayed et al.,1995).
Quando o consumo de carboidratos durante o exercício se faz necessário?
"Após 2 horas de exercício aeróbio de alta intensidade poderá haver depleção do conteúdo de glicogênio do fígado e especialmente dos músculos que estejam sendo exercitados" (Burke & Deakin, 1994; Mcardle, 1999)
Segundo Bucci (1989), o consumo de carboidratos durante a atividade física só aumentará efetivamente o rendimento se a atividade for realizada por mais de 90 minutos a uma intensidade superior a 70% do VO2 máx.
De acordo com Driskell (2000) o consumo de carboidrato parece ser mais efetivo durante atividades de endurance que durem mais de 2 horas.
O consumo de carboidratos durante o exercício parece ser ainda mais importante quando atletas iniciam a atividade em jejum, quando estão sob restrição alimentar visando a perda de peso ou quando os estoques corporais de carboidratos estejam reduzidos ao início da atividade (Neufer et al., 1987; ADA, 2000). Nestes casos, a suplementação de carboidratos pode aumentar o rendimento durante atividades com 60 minutos de duração.
Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada durante o exercício?
"Muitos estudos demonstram que glicose, sacarose e maltodextrina parecem ser igualmente efetivos em melhorar a performance" (Driskell, 2000)
Segundo a ADA (2000), o consumo durante o exercício deve ser, preferencialmente, de produtos ou alimentos com predominância de glicose; a frutose pura não é eficiente e pode causar diarréia, apesar da mistura glicose com frutose ser bem tolerada.
RECOMENDAÇÕES PÓS-EXERCÍCIO
- Quantidade:
· 0,7-3g de carboidrato/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício;
· 0,7-1,5g de glicose/kg de peso de 2 em 2 horas, durante as 6 horas após um exercício intenso + 600g de carboidrato durante as primeiras 24 horas (Ivy et al., 1998);
· 1,5g de carboidrato/kg de peso nos primeiros 30 minutos e novamente a cada 2 horas, durante as 4-6 horas que sucedem o término do exercício (ADA, 2002);
· 0,4g de carboidrato/kg de peso a cada 15 minutos, durante 4 horas. Neste caso observa-se a maior taxa de recuperação do glicogênio, porém o consumo calórico acaba excedendo o gasto energético durante o exercício
Objetivo: facilitar a ressíntese de glicogênio
Segundo Williams (1999) durante 24 horas, a taxa de recuperação do glicogênio é de aproximadamente 5-7%/hora.
Qual o melhor intervalo de tempo para o consumo de carboidrato após o exercício?
O consumo imediato de carboidrato (nas primeiras 2 horas) resulta em um aumento significativamente maior dos estoques de glicogênio. Assim, o não consumo de carboidrato na fase inicial do período de recuperação pós-exercício retarda a recuperação do glicogênio (Ivy et al., 1988). Isto é importante quando existe um intervalo de 6-8 horas entre sessões, mas tem menos impacto quando existe um período grande de recuperação (24-48 horas). Segundo a ADA (2000) para atletas que treinam intensamente em dias alternados, o intervalo de tempo ideal para ingestão de carboidrato parece ter pouca importância, quando quantidades suficientes de carboidrato são consumidas nas 24 horas após o exercício.
Qual a melhor fonte de carboidrato a ser utilizada após o exercício?
A recuperação dos estoques de glicogênio pós-exercício parece ocorrer de forma similar quando é feito o consumo tanto de glicose quanto de sacarose, enquanto que o consumo de frutose induz uma menor taxa de recuperação. Conclusão, devemos priorizar os carboidratos de alto índice glicêmico (Burke & Deakin, 1994).

Fonte: 
Apostila: Nutrição aplicada à atividade física - autora: Profa. Letícia Azen - Consultora em Nutrição CDOF
FAO/OMS. Carbohydrates in Human Nutrition, 1998.
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5HTP e Picolinato de Cromo pra acabar com ansiedade e compulsão por doces!

Olá! Quanto tempo que eu não posto por aqui!
É que ainda estou me adaptando a essa nova Fase GLUTENFREE e LACTOSE e CASEÍNAFREE :)

Pra quem não sabe, a caseína é a proteína do leite, a que é encontrada em todos seus derivados :))
E eu! Sou alérgica/intolerante aos 3!
Tô apanhando um pouco, pra mudar rotinas alimentares e inclusive tô a caça de uma nutricionista especializada nessa área! Assim que eu tiver alguma informação maior, passo a diante..
Belo dia, no whatsapp com as #poderosasperuas (um grupo de amigas do IG, @mariazezesa, @soniaelane, @donasaude @grazielabracco ) estavamos conversando e a Zezé falou do Picolinato, e euuu como sou A FORMIGA, fui atrás de manipular pra mim!
Não precisei de receita já que é um suplemento mineral, mas dei uma pesquisada antes, e abaixo vou colocar minha pesquisa ok? Muito bom esse suplemento, a moça da Farmácia Gallen que me recomendou a adição do 5 HTP e da Vitamina C pra potencializar a ação dos 2 princípios e me prometeu milagres e olha, ELE ACONTECEU!! Eu tô tomando esse suplemento desde sexta, e desde sexta tenho me sentido bem, e sem nenhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuma vontade de doces.. Sério! Eu era daquelas que almoçava e tinha que comer um doçinho! KKKKK

:) Nem que fosse uma fruta! KKKKK

Espero que ajude outras pessoas como tem me ajudado! A minha dose é de 400mg PDC + 80mg 5HTP + 100mg Vit C, ela é a dose máxima diária já, pois a minha vontade enlouquecida de doce é logo depois do almoço, então eu como e já tomo logo em seguida e fico livre dessa vontade, e olha, tô até mais bem humorada, abaixo vai saber por que!! Você pode pedir pra fracionar essa dose, pergunte a sua farmacêutica, médica ou nutricionista!! 
Beijinhos Maria Clara!


Revista Boa Forma:

Efeitos do 5HTP

Se você anda tristinha, sem pique para malhar e fazer dieta, atenção para esta boa notícia: uma substância extraída de um legume africano promete mandar o desânimo embora. Mais feliz, você volta a ter vontade de se cuidar e, com isso, resiste aos doces e dedica-se mais aos exercícios. O resultado? Quilos a menos e felicidade em dobro.

O nome parece um código científico: 5HTP. Significa 5 hidroxitriptofano, que age da mesma forma que o triptofano, substância precursora da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Só que é mais poderoso no processo da felicidade. “O 5HTP sai da corrente sanguínea mais facilmente em direção ao cérebro, onde aumenta a síntese da serotonina no sistema nervoso central”, afirma Wilson Rondó Júnior, clínico-geral especialista em terapia ortomolecular, de São Paulo. Níveis elevados de serotonina contribuem para garantir prazer e melhorar o humor. Outro ponto a favor da dieta: “Bem-humorada, você tem mais jogo de cintura para driblar as dificuldades que acompanham um programa de emagrecimento, como reduzir guloseimas e cortar frituras”, afirma o consultor de nutrição Alfredo Galebe, de São Paulo. E, de quebra, sobra energia para você caminhar, correr ou fazer outras atividades que queimam calorias.

A serotonina em alta também minimiza os ataques incontroláveis de gula e, por isso, os assaltos à geladeira ficam mais raros. “A falta desse neurotransmissor no cérebro está intimamente associada à compulsão alimentar e ao aumento do desejo de massas e doces”, diz a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Apesar disso, o 5HTP não é considerado um recurso mágico para se livrar dos quilinhos extras. “A substância facilita o processo, mas não dá para fugir: é você que tem de fazer o esforço para malhar e não furar a dieta”, avisa Galebe.

Do que é feito o 5HTP?

Extraído do Griffonia simplicifolia, legume originário do oeste da África, o 5HTP não é exatamente uma novidade. Há 30 anos é estudado em vários países. No Japão, uma pesquisa da Universidade de Kobe revelou que a substância dá uma leve tapeada na fome. Apesar de ter sido feita em ratinhos, acredita-se que acontece o mesmo em humanos. “O 5HTP favorece a liberação da leptina, hormônio da saciedade. Essa ação é mínima, mas valiosa para quem tem muito apetite e precisa emagrecer”, diz a nutricionista Marcella Amar, da Clínica Essential, no Rio de Janeiro. Mais: melhora a qualidade do sono e combate os sintomas da TPM. Afinal, quem não quer uma forcinha para se controlar diante de um chocolate nos dias que antecedem a menstruação...

Nos Estados Unidos, o 5HTP tem aprovação do Food and Drug Administration (FDA) como suplemento alimentar e é encontrado em cápsulas nas prateleiras das farmácias. Por aqui, ainda não passou pela avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, por isso, não pode ser vendido pronto. No entanto, por ser uma substância natural, dá para mandar fazer fórmulas manipuladas.

Será que você pode tomar o 5HTP?

Os efeitos são sedutores. Mas, alto lá! Essa substância não é para todo mundo. Se você toma antidepressivo, esqueça! A combinação do hidroxitriptofano com esse tipo de medicamento provoca confusão mental. Gestantes e lactantes devem ficar longe. Não é o seu caso? Ainda assim, consulte um médico endocrinologista ou ortomolecular: só ele pode definir a dosagem e o tempo de consumo do 5HTP, além de acompanhar o tratamento, pois há o risco de o produto provocar náuseas e problemas gastrointestinais, especialmente se ingerido numa dose inadequada. Não vale arriscar!

Programa Bem Estar, Globo:

Picolinato de cromo: entenda como ele pode reduzir o apetite por doces

em excesso, mineral pode prejudicar fígado e rins

Foto: Reprodução
Por Renata Demôro


Você acredita que conseguiria manter a linha na dieta se não sentisse aquela necessidade de atacar um brigadeiro? Estudos recentes apontam que o picolinato de cromo poderia inibir a vontade de comer doces, além de ajudar na perda de peso. De acordo com a nutricionista Andréa Uzeda, da Clínica Dicorp, “a principal função do cromo no organismo é potencializar os efeitos da insulina, o que promove a redução nos níveis de gordura corporal, a sensação de saciedade e diminui o apetite voraz por doces”.

Substância ameniza a vontade de comer carboidratos em geral

Segundo a nutricionista funcional Gabriela Maia, “o picolinato de cromo é a forma mais bem absorvida pelo organismo do mineral cromo. A substância atua em enzimas ligadas ao metabolismo energético e age diretamente na regulação dos níveis de glicose sanguínea. Ele estabiliza os níveis de glicose, ameniza a fome e a necessidade de consumir alimentos ricos em carboidratos, como os doces”.

Excesso pode prejudicar funcionamento dos rinsAntes de sair correndo para comprar um potinho de picolinato de cromo na farmácia saiba que o excesso deste mineral no organismo pode ser nocivo à saúde. “Os efeitos colaterais incluem dores de cabeça, insônia, diarreia e vômitos. Em casos graves pode levar a sérios danos hepáticos, anemia profunda e insuficiência renal”, explica Andréa. Gabriela Maia completa: “Foram encontradas mutações genéticas e danos ao DNA de ratos que ingeriram altas doses de cromo. Os estudos são preliminares, mas apontam a necessidade de acompanhamento de profissionais especializados no consumo e na suplementação da substância”.

Brócolis e maçã são fontes ricas em cromoMas é possível encontrar o cromo na natureza? Sim! “Brócolis, nozes, fígado, ameixa,  nozes, maçã com casca, levedo de cerveja, cereais integrais, queijos, cogumelos, espinafre e vinho são fontes ricas em cromo”, diz a nutricionista Andréa Uzeda.  Ela explica que os estudos sobre a dosagem recomendada de picolinato de cromo ainda são controversos, mas ela não recomenda a ingestão diária superior a 200mcg da substância.

A nutricionista Gabriela Maia explica que a deficiência de cromo no organismo é rara, já que precisamos apenas de pequenas doses diárias.  “O uso isolado de nenhum suplemento vai garantir o milagre do emagrecimento. A prática regular de exercícios físicos e a reeducação alimentar são fundamentais para a perda de peso”, conclui a nutricionista funcional Gabriela Maia. 


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